JC divulga curiosidade sobre o carnaval de Olinda, e Vitória de Santo Antão prova superioridade sobre agremiações com nomes de Bichos, mostra o InfoDiversidade

Dos 80 principais blocos carnavalescos criados na cidade de Olinda a partir de 1910, vinte têm (ou tinham, pois alguns já foram extintos) nomes de animais. São peixes e crustáceos como bacalhau, siri ou guaiamu; mamíferos de grande porte como elefante, zebra e girafa; aves como pavão, papagaio, pato e até urubu. De quebra, ainda existiu um bloco denominado “Os Caçadores” e outro que se chamava “Os Pescadores”.

Tão diversificada fauna, segundo alguns pesquisadores, deve-se ao fato de que as agremiações (como os times de futebol) tinham na figura de um animal o seu símbolo e, muitas vezes, os foliões optavam por já usar o nome do bicho para batizar os blocos. Outros estudiosos procuram explicações na origem da máscara (uma das marcas do carnaval) que primitivamente simbolizava animais; e por aí vai.

Mas, há casos em que o bloco ganhou nome de animal por pura gaiatice. Um exemplo desse tipo de agremiação é “A Porca”, fundada em 1969 por um grupo de rapazes do bairro de Guadalupe. Nos finais de semana eles jogavam futebol num campo próximo a um pequeno córrego e, invariavelmente, terminavam as partidas completamente enlameados. Quando decidiram criar o bloco, não tiveram dúvidas quanto ao nome.

Um dos ainda hoje mais famosos blocos de Olinda, o “Elefante”, também ganhou seu nome em função de uma brincadeira. No livro “Olinda, Carnaval e Povo”, o pesquisador José Ataíde informa que a agremiação foi criada em 1952, quando um grupo de olindenses saiu pelas ruas da cidade, num dia de carnaval, cantando e carregando um pequeno elefante de louça. Formalizado o bloco, no ano seguinte, ficou o nome do animal.

Já o “Camelo”, bloco de curta existência (1945/48) mas famosíssimo em sua época, tem seu nome diretamente ligado ao simbolismo dos animais para as agremiações carnavalescas. É que ele foi criado por dissidentes do Clube Vassourinhas, um dos mais antigos de Olinda (1912) e que tinha o camelo como símbolo. O velho bloco perdia, assim, sua marca original e acabaria adotando o urso como seu novo símbolo.

Veja, a seguir, os mais representativos blocos olindenses como nome de animais:

Leão Coroado – 1911/1930. Maracatu.

Guaiamu na Vara – Surgido no Largo do Amparo, em 1922, foi um dos mais famosos blocos da cidade, do qual fizeram parte grandes compositores, entre os quais Wilson Wanderley e Clídio Nigro. O frevo “Banho de Conde” foi um dos temas do bloco que chegou a editar um jornal no período de carnaval. Extinto em 1948.

Os Pescadores – Bloco dos pescadores olindenses, criado na Praia dos Milagres, em 1914. Extinto em 1923.

Siri no Pau – Bloco criado em 1932, na Cidade Alta, encerrando suas atividades três anos depois.

Pavão de Ouro – Fundado, em 1934, no bairro do Farol, por dissidentes do Clube Lenhadores, mudou-se para a Ilha do Maruim em 1940.

Camelo – Criado em 1945, no Guadalupe, por dissidentes do Clube Vassourinhas. Foi extinto em 1948.

Bacalhau – Escola de samba criada em 1952, foi extinta três anos depois.

Elefante – Clube fundado em 1952, é hoje um dos mais famosos representantes do carnaval olindense.

Papagaio na Vara – Bloco criado em 1956, no bairro do Guadalupe, fez uma única apresentação.

Girafa de Olinda – Troça fundada por um funcionário dos Correios, em 1960, no Guadalupe. Foi extinta em 1965.

Timbu – Troça criada em 1960, no Jatobá, por integrantes de um clube de futebol existente na cidade, o Peñarol Futebol Clube de Olinda.

Urubu – Desde 1960, apresentava-se quarta-feira de cinzas entre os bairros de Salgadinho, Sítio Novo e Ilha do Maruim.

Cachorro do Farol – Bloco criado em 1963, na Rua Floriano Peixoto, no Farol.

Pato – Troça criada em 1965.

Bacalhau do Batata – Bloco criado, em 1965, pelo falecido garçom Isaías Ferreira da Silva (o “Batata”) e que ainda hoje arrasta uma multidão pela ladeiras de Olinda, durante sua apresentação na quarta-feira de cinzas.

A Porca – Troça criada, no Guadalupe, em 1969.

Pavão Misterioso – Troça criada na Av. Presidente Kennedy, em 1974.

A Burra – Agremiação criada em 1974, no bairro do Rosário.

Zebra – Criado em 1976, no bairro do Umuarama, inicialmente era um bloco infantil. Hoje, é um dos famosos representantes do carnaval olindense.

Siri na Lata – Bloco criado, em 1976, por um grupo de jornalistas, publicitários e intelectuais pernambucanos que, anos depois, fundariam o Caranguejo no Caçuá.

Cachorrão – Clube criado em 1977, a partir de uma dissidência do Hipoporca, no bairro do Varadouro.

Os Caçadores – Bloco criado em 1920, nos Quatro Cantos.

(Matéria do JC em 02.02.2010)

As Agremiações com nomes de Bicho em Vitória de Santo Antão soma 27 oficialmente, sem contar com as troças que não são registradas junto a ACTV (Associação do Carnaval Tradicional da Vitória).

Como foi citado anteriormente na matéria do JC, além das salvas sobre as agremiações com nomes de bichos é ressaltado que algumas não existem mais, entretanto as agremiações de Vitória que iremos citar estão em perfeita atividade, são eles:

1. Bode do CAIC

2. Boi Gereba

3. É Tesão e É Tesuda – Grande sucesso do carnaval vitoriense, o casal espacial arrasta mais de 4 mil pessoas em pleno sábado de Zé Pereira, a Troça e inicia seu desfile às 13 horas e termina entre 20 e 21 da noite. 

4. Boi Mosteiro

 5. Boi Vitoriense

6. Boi Ventania

7. Os Morcegões

 8. Bloco Papa-Léguas – Bloco com trio elétrico, a sensação dos jovens do município, costuma iniciar a folia as 11 da manhã.

9. Boi Dela – No domingo de carnaval a folia é completa, aproximadamente 1.500 pessoas acompanham o desfile.

10. A Zebra – A agremiação que desfila com um dos mais belos carros alegóricos do carnaval diurno da Vitória de Santo Antão, sua saida do bairro do Cajá, o bairro referência do carnaval tradicional do munícipio.

11. Urso Preto – As crianças adoram seu desfile, com um Urso preto a frente da Orquestra de Frevos, é rival do Urso Branco.

12. Bloco A Girafa – O maior bloco de trio elétrico do carnaval vitoriense, 3 mil pessoas fazem a festa ao som do Pierre, que está a frente do bloco a mais de 17 anos, apesar de ser o bloco com abadá mais caro do município, todos os anos A Girafa esgota-os duas semanas antes do carnaval.

13. O Leão – A agremiação tradicional mais antiga do carnaval da Vitória, 108 anos de história.

14. O Camelo – Principal concorrente do Leão, no passado os foliões das duas agremiações não podiam se encontrar, pois era confusão na certa. Os foliões tinham as agremiações como times de futebol, a paixão era efervescente.

15. O Cisne – O queridinho da cidade, criado depois do Leão e Camelo. O Cisne conquistou a outra parte da Vitória, o bairro do Cajá. Atualmente a agremiação desfila com os mais belos carros alegóricos da noite vitoriense e tem na direção o ilustre carnavalesco José Marques Senna.

16. Bloco O Coelho – Na fundação desfilava com carros alegóricos e orquestra de frevos, com o passar dos anos aderiu ao trio elétrico e desfila nas noites do domingo e terça de carnaval.

17. Kchorrão

18. As Cachorras

19. Bicho Papão

20. O Bezerrão

21. Urso Branco – Depois de anos adormecido, a Dona Birina deu força ao Urso Branco, onde arrasta uma multidão e mostra a beleza da sua alegória.

22. Pinto do Meio Dia

23. Galo do Cajá – A agremiação tradicional mais popular entre os foliões, o Galo, uma versão baseada no Galo da Madrugada, nasceu em 98, e hoje arrasta o maior número de pessoas, aproximadamente 4 mil , ao som de Orquestra e carros alegóricos.

24. Bacalhau Gosto Gostoso – A despedida do carnaval acontece no Gosto Gostoso, uma multidão acompanha a agremiações na quarta-feira de cinzas.

25. Bacalhau Sport Bar do Amigo Siri

26. O Bacalhau na Vara

27. Maracatu Leão da Vitória

Definitivamente o município da Vitória de Santo Antão tem o maior número de agremiações com nomes de bichos do Estado de Pernambuco, ainda um Clube em atividade a 108 anos, O Leão. O único Clube de Fados do Brasil, A Taboquinhas, a beleza dos mais belos carros alegóricos e a participação de mais de 100 agremiações entre troças, clubes, blocos, bois, maracatus e manifestações populares.

(Pesquisa, texto e resumo InfoDiversidade)

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