Disputa ficará entre Aglaílson Júnior e Henrique Queiroz

Com a confirmação das candidaturas dos atuais deputados Aglaílson Júnior e Henrique Queiroz, além do médico Edvaldo Bione, a disputa para quem é o mais votado na cidade pela primeira vez será entre Aglaílson Júnior e Henrique Queiroz.

Mas tudo vai depender ainda de uma possível candidatura do filho do atual prefeito da Vitória Joaquim Lira. Os comentários vindos de pessoas próximas ao prefeito afirmam que Joaquim Lira não será candidato a deputado em 2010. Como é uma estratégia muito usada por Elias Lira, a de dizer que não é candidato, lançar outro nome e sair candidato de última hora, é prudente se aguardar até o último minuto do prazo legal para se fazer qualquer análise política em Vitória de Santo Antão.

Henrique Queiroz nunca obteve uma votação expressiva em Vitória. Muitos atribuem a votação do deputado Aglaílson Júnior ao seu pai José Aglaílson, que é na atualidade a maior liderança política da cidade.

O deputado Henrique Queiroz vai depender muito do apoio do prefeito Elias Lira e, principalmente, do sucesso do seu governo nesses dois primeiros anos, para ser beneficiado, até porque seu nome está muito ligado ao atual prefeito de quem seu filho é vice. Como Elias Lira só tem 8 meses até o início da campanha, e até o presente não mostrou a que veio, e sua popularidade anda em baixa, é esperar para ver se Elias Lira vai ter interesse em levantar a bola, eleitoralmente falando, do deputado Henrique Queiroz.

Aglaílson Júnior vem com Ana Arraes de lado, governo Eduardo bem avaliado, governo Lula idem e, o principal, o ex-prefeito José Aglaílson com a popularidade em alta. Vai ter o que mostrar à população, como a Sadia, o Ciretran, dezenas de obras da gestão Aglaílson e milhares de empregos dados através da prefeitura que foram cortados pelo atual prefeito Elias Lira. É um palanque que tem discurso e terá um extraordinário peso eleitoral para 2010.

Caso Henrique Queiroz seja o candidato apoiado por Elias Lira, coisa que particularmente não acreditamos, o deputado do PR deverá pela primeira vez ter a oportunidade de brigar pela hegemonia dos votos para deputado estadual na cidade. Isso porque a cidade se divide em dois blocos, o vermelho e o amarelo, assim como acontece em Parintins/AM, na disputa do boi azul e o boi vermelho em uma das festas mais tradicionais da região amazônica.

A candidatura do médico Edvaldo Bione a deputado estadual é o divisor de águas entre os dois principais oponentes. Bione que tem uma votação histórica entre 14 e 17% dos votos válidos, deverá manter essa escrita até porque ainda não conseguiu agregar para si o voto político tão flutuante e tão carente de um nome que empolgue essa densa camada de eleitores.

Historicamente Bione tem votos na mesma camada social que o deputado Aglaílson Júnior, o que deverá equilibrar ainda mais a disputa em torno da majoritária para deputado estadual. As apostas são muitas, mas, a mais comum é que nenhum dos candidatos terá mais que 20 mil votos em 2010. Levando-se em consideração que Vitória terá cerca de 92 mil eleitores em 2010 aptos ao voto, e que deverão votar cerca de 70 mil eleitores, teremos mais de 30 mil votos flutuando para os demais candidatos se essas projeções se confirmarem. Matematicamente Vitória tem votos suficientes para eleger, com folga, dois deputados estaduais e um federal só com os votos da cidade. Até o momento apenas Egildo do Livro circula como o único vitoriense para uma possível candidatura a deputado federal em 2010.

A briga entre as lideranças locais, que faz parte do sistema democrático, prejudica e muito politicamente a cidade, que poderia através de um consenso entre as lideranças possibilitar a eleição de um deputado federal da cidade. Mas os interesses particulares falam mais alto, o que também é uma característica do regime democrático.

Se formos fazer uma análise fria e imparcial, coisa muito difícil para os moradores da Parintins pernambucana, a cidade passou mais de trinta anos sem receber uma única empresa, e a que estavam aqui foram praticamente expulsas da cidade. Com a chegada de Eduardo Campos no governo do Estado e de Aglaílson na prefeitura da Vitória, a cidade explodiu economicamente sendo inclusive beneficiada com a implantação de uma das maiores fábricas de alimentos embutidos da América Latina, a Sadia.

O exemplo tem que ser dado para ser seguido pelos governantes futuros. Como exemplo, até ínicio da década de 1990 a cidade não possuía ruas asfaltadas, o que é inexplicável, mas quando Pedro Queiroz assumiu a prefeitura interinamente por 45 dias asfaltou as principais ruas da cidade, atitude que lhe custou caro, e que foi copiada mais tarde por Elias Lira. Ou seja, foi mostrado à população que é possível fazer desde que exista decisão política para isso.

Atualmente o prefeito Elias Lira encontra-se envolvido em projetos de ampliação do Parque Industrial da cidade para atrair novas empresas, coisa que nunca fez parte da sua visão política em duas oportunidades em que governou a cidade. E é bom salientar que na época O prefeito Elias Lira contava com o apoio do governo federal , onde teve o compadre Marco Maciel como vice-presidente por oito anos e o apoio do governo estadual.

O voto para um cargo eletivo não pode ser dado sem uma análise imparcial por parte do eleitor, para que no futuro o próprio eleitor não se sinta traído e enganado e perca o estimulo em participar do processo eleitoral. Por isso conhecer a conduta e as intenções do político ou de quem pretenda pela primeira vez ingressar na política é de suma importância.

Do Jornal A Verdade

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