Assassinato de radialista em Bezerros teria praticado o crime por vingança e evidências comprovam a versão do acusado

O acusado de ter assassinado o radialista José Givanaldo Vieira, 40 anos, na cidade de Bezerros, em dezembro do ano passado, informou a polícia que cometeu o crime por vingança.

Segundo o acusado, identificado como José Clemildo Bezerra, 48 anos, o radialista participava de um grupo de extermínio junto com dois irmăos, e que, juntos, eles teriam assassinado cinco pessoas da sua família. O homem ainda revelou que o radilista estava a sua procura para matá-lo.

De acordo com a delegada Josineide Confessor, enviada especial para investigar o caso, as informaçőes repassadas por Clemildo săo ricas em detalhes e conferem com depoimentos prestados por testemunhas, o que faz a polícia aceitar a versăo do acusado. Sobre a participaçăo do radialista nos crimes citados por Clemildo a polícia informou que as mortes realmente aconteceram e que, desde o início das investigaçőes, havia a hipótese de crime de vingança.

O suspeito se entregou na tarde desta quarta-feira (24) no Ministério Público, e de lá foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteçăo ŕ Pessoa (DHPP), na Imbiribeira. Ele entregou uma carta de apresentaçăo informando que se entregava por temer pela própria integridade física. Segundo ele, desde o crime ele estaria sofrendo ameaças de morte.

José Clemildo já havia passado 7 anos preso na Cadeia Pública de Bezerros, cumprindo pena por um assassinato cometido na mesma cidade, na década de 90. Atuamente o acusado tinha uma mandado de prisăo em aberto por tentativa de homicídio, expedido em Julho de 2001, além de estar sendo procurado pela morte do radialista. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

A polícia afirma que mesmo com a confissăo do acusado, as investigaçőes ainda năo terminaram, e que nenhuma linha de atuaçăo será descartada. Inicialmente a polícia acreditava na hiótese de crime político, o que justifica o envolvimento do Ministério Público no caso.

Agora, os delegados Leidimar Almeida, de Bezerros, Joseneide Confessor e o promotor de justiça Edgar Braz tęm até 30 dias para concluir as investigaçőes, prazo que pode ser prorrogável por mais um męs.

CRIME – Em dezembro do ano passado, o radialista José Givanaldo Vieira foi assassinado com tręs tiros na cabeça, em frente ao prédio onde funcionava a rádio que ele era proprietário, na cidade de Bezerros, Agreste pernambucano.

Na ocasiăo a polícia chegou a anunciar que acreditava na hipótese do crime ter sido cometido por pistoleiros profissionais, contratados por um mandante.

Segundo a versăo do suspeito José Clemildo, ele teria ido ŕ cidade realizar a compra de uma corroceria de caminhăo, produto com o qual o acusado trabalha. Ainda de acordo com Clemildo o crime năo foi premeditado. “Ele revelou saber que no caso de encontro dos dois [vítima e acusado] alguém morreria. Esse encontro aconteceu no dia dessa negociata em Bezerros, quando o Clemildo saia do prédio onde a vítima trabalhava, ela ia cehgando, foi quando crime aconteceu”, contou Joseneide Confessor.

No ano passado, durante o velório do radialista, cerca de mil pessoas, inclusive o próprio governador Eduardo Campos, lotaram a igreja de Săo Sebastiăo do município. Além do jornal e da rádio, Givanaldo, de 40 anos, também era proprietário de uma banda chamada Caubóis do Nordeste, da Fox Produçőes, e de um hotel. Ele era casado e tinha dois filhos.

Do JC

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